Orientação Vocacional, o que é, e como pode ajudar os jovens nas suas escolhas.

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Já todos nós em alguma altura nos perguntámos o que queremos fazer, muitas vezes sem saber como responder a essa questão.

Refletimos, pedimos conselhos, ideias a amigos e a quem tem uma profissão parecida com o que queremos, mas muitas vezes, demasiadas vezes, falta sentirmos que nos identificamos com uma tarefa. Não há ressonância entre o que vemos e ouvimos e o que realmente procuramos.

Não sabemos às vezes o que e onde procurar. Ou, melhor, a quem bater à porta.

A orientação vocacional é um dos caminhos possíveis para encontrar respostas para essas dúvidas.

Através de um processo que inclui entrevista e testes psicológicos é possível encontrar uma orientação de quais os melhores caminhos a explorar.

Os testes psicológicos permitem conhecer, características, competências e traços de personalidade melhor do que a pessoa se conhece a si própria, isto porque temos características que nem sempre reconhecemos porque nunca fomos expostos a situações que mostrem o potencial que existe em nós. Pensa nos testes psicológicos como um referencial e não uma sentença de futuro. Refletem aquilo que somos, naquele momento, com a bagagem que carregamos até ao momento da avaliação.

Usando a analogia do desporto, podemos avaliar se poderíamos ser bons no futebol porque é um desporto com que convivemos frequentemente, mas quantas pessoas existem que poderiam ter potencial de ser excelentes em basebol ou cricket, mas não o descobriram porque nunca tiveram oportunidade de praticar esses desportos?

É este o propósito de orientar processos de avaliação psicológica para orientação vocacional. Dar à pessoa um leque de competências, valores com que se identifica e revelar características da sua personalidade que a permitem brilhar em determinadas áreas.

Isto porque as características apontam, mas não determinam o percurso profissional ou académico. Continuando a comparação com o desporto, alguém muito alto não teria necessariamente de optar por jogar basquetebol. Teria essa vantagem, certo, mas poderia não saber que não tinha as capacidades inerentes para singrar nessa carreira (visão periférica, capacidade de resiliência, astúcia, visão estratégica, aptidão física, etc). Sem falar que existem outros desportos em que a altura pode ser uma mais valia. Ser muito alto não “condena” ninguém a ter de ser basquetebolista.

No processo de orientação vocacional, joga-se com todos as características, com os interesses e personalidade para perceber para onde apontam em termos de vocação mas nunca para impor um caminho.

A processo de orientação vocacional serve também para ajudar a incentivar a um aprofundamento das áreas que se conclua serem mais adequadas.

Um problema que muitos jovens se deparam é não conhecer a fundo o mercado de trabalho (o mercado atual e as tendências futuras) e as imensas possibilidades que existem.

Normalmente apenas conhecemos as profissões mais visíveis na sociedade e aquelas que conhecemos através do nosso círculo social. São muitos os exemplos possíveis, de profissões que poderíamos considerar, mas que por puro desconhecimento ou falta de noção das nossas reais aptidões nos passam ao lado.

É natural que quem pense em se submeter a um processo de orientação vocacional tenha dúvidas de como o fazer ou o que fazer com ele.

Consideradas as questões que já se explicou, importa refletir em algo muito importante, ligado a estes processos: a escolha é sempre, sempre, sempre do entrevistado e nunca lhe deverá ser dito “vais para mecânico ou cientista”.

Apesar de existirem alguns maus exemplos dessas práticas, o processo de orientação vocacional tem como objetivo informar e esclarecer.

É um processo de “orientação” e não de “decisão vocacional“, porque ninguém pode decidir senão o próprio.

Pretende-se apenas que as que os jovens tenham uma maior noção da sua personalidade, dos seus valores, crenças, perspetivas e aptidões e assim estarem mais informados para tomar a melhor decisão para o seu futuro.

Claro está, que fazer orientação profissional não é só preencher testes e ler resultados.

Importa, também, perceber que recursos tenho ao meu dispor para escolher de forma informada.

Vou ter dinheiro para este curso? Vou conseguir ter emprego nesta área? Vou ter facilidade em estudar nesta faculdade? Como me vou deslocar para lá? Preciso de bolsa?

Estas são questões que também têm de ser tidas em conta na hora de realizar orientação vocacional.

Qual é a melhor escola nesta área? Preciso de um curso profissional, universitário ou politécnico?

É também importante ajustar as expectativas à realidade. Isto é, será que este curso me vai realizar, mesmo que os testes me digam que Farmácia é a área ideal? Será que vou conseguir ter proveito e satisfação emocional, afetiva e motivacional para estudar estes temas?

Que capacidade de resiliência tenho eu para enfrentar os desafios que este curso me vai trazer?

Realizar orientação vocacional é mais do que escolher uma profissão: é uma jornada para descobrir mais sobre nós mesmos e fazer uma escolha o mais acertada possível. Com a informação que temos, da melhor forma que podemos.

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